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Sem Lactose

Seu bebê pode ser intolerante a lactose?

Descubra se o leite materno pode provocar o distúrbio nas crianças

Quando falamos aqui sobre as diferenças entre a intolerância a lactose e a alergia à proteína do leite de vaca (ALPV), comentamos que a primeira se manifesta normalmente entre adultos e idosos. Porém, há casos em que bebês têm dificuldade para digerir e absorver o açúcar do leite (lactose) e manifestam sintomas intestinais, como cólicas, diarreia, gases e distensão abdominal (barriga estufada).


Sabendo disso, surgem novos questionamentos: um bebê que ainda está em fase de amamentação e que tenha esses sintomas pode consumir leite materno? O leite da mãe tem lactose? Neste texto vamos tirar todas as suas dúvidas!



O leite materno tem lactose?


Sim, o leite materno contém lactose. Porém, como é facilmente digerida pelo bebê, ela não chega a provocar os sintomas da intolerância. Ou seja, mesmo que o bebê tenha intolerância à lactose, ele pode curtir o momento da amamentação e ser alimentado com o leite materno. O aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade é fundamental para o crescimento e fortalecimento do sistema imune do bebê.



A produção de lactase ao longo da vida


A intolerância à lactose se manifesta quando o organismo deixa de produzir ou diminui a produção da lactase, enzima que ajuda a digerir e absorver a lactose, que é o açúcar do leite. A cota de lactase que nós produzimos começa a cair apenas a partir dos 2 anos de idade, ou seja, dificilmente os gases, cólicas e diarreia que alguns bebês manifestam logo que mamam serão causados por intolerância. 


Bebês, antes dos dois anos, estão em pleno desenvolvimento e, por isso, seu sistema digestivo ainda é imaturo e está em formação, o que pode fazer com que o bebê apresente alguns sintomas de intolerância. Além disso, gases, cólicas, diarreia e distensão abdominal podem ser indicativos de outras enfermidades, como infecções por rotavírus.


Bebês que se alimentam apenas do leite materno fabricam altas doses de lactase. Porém, conforme introduzimos outros alimentos no cardápio da criança, a produção começa a diminuir. Se a queda na produção da enzima for acentuada, o corpo pode começar a manifestar reações adversas após o consumo de alguns goles de leite.



Quando falamos em saúde, cada caso é um caso 


Claro que podem haver exceções. Existe, por exemplo, uma rara disfunção genética que faz com que o recém-nascido não produza a lactase. Lembre-se que toda e qualquer dúvida deve ser levada ao pediatra responsável pelo acompanhamento do seu pequeno. É ele quem vai dizer se - e porque - você deve (ou não) interromper a amamentação.


Outra questão que precisa ser levada em consideração é o consumo (orientado pelo médico, é claro!) de medicamentos, como antibióticos. Há casos em que eles podem desequilibrar a flora intestinal, deixando-a temporariamente despreparada para dar conta da lactose consumida pelo bebê.