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Sem Lactose

Quando a intolerância à lactose pode surgir?

Conversamos com uma nutricionista para entender como a intolerância à lactose se manifesta

Já falamos aqui que a intolerância à lactose é deficiência do organismo na produção da lactase, enzima capaz de quebrar e digerir a lactose (popularmente conhecida como açúcar do leite). Uma questão que frequentemente volta à pauta é se a intolerância se manifesta em apenas uma idade ou se pode surgir em qualquer momento da vida.


A nutricionista Kimielle Cristina Silva, que é consultora técnica do Ministério da Saúde, explica que há três tipos de intolerância a lactose:


1. Congênita: mais rara, se manifesta desde o nascimento. Ou seja, o bebê nasce com deficiência na lactase e tem diarreia quando amamentado ou ao ingerir alimentos a base de lactose.


2. Primária ou genética: a ausência parcial ou total da lactase se desenvolve na infância e em diferentes idades. É a forma mais comum de má absorção de lactose e de intolerância. 


3. Secundária ou adquirida: surge como resultado de lesões no intestino delgado ou de alguma doença, como desnutrição, quimioterapia e cólica ulcerativa. Apesar de ser mais comum na infância, pode se apresentar em qualquer idade.


Lembre que a intolerância a lactose não é alergia ao leite. Ela possui sintomas diferentes, que variam de acordo com grau, quantidade de dose de lactose ingerida, grau de deficiência de lactase e a forma de alimento consumido. Apesar dessas diferenças, os sintomas mais comuns são diarreia e flatulência, podendo haver também constipação intestinal, distensão abdominal, náuseas e sintomas de má digestão. Enquanto a alergia pode ser diagnosticada com um teste, a confirmação da intolerância à lactose depende de acompanhamento com médico, como pediatras e gastroenterologista.


Caso a intolerância seja diagnosticada em jovens e adultos, eles precisam ficar atentos à dieta para manter o organismo saudável e sob controle. E, para isso, não são necessariamente obrigados a abrir mão do consumo de alimentos com lactose. A nutricionista Kimielle destaca que, como as pessoas diferem nas quantidades de lactose que podem ingerir, o controle da dieta depende de se experimentar os limites que cada um suporta. “Alguns podem tomar um copo de leite sem problemas, mas não podem tomar dois. Outros podem consumir queijos curados, mas não podem consumir queijos fresco”, explica.



Cuidado com os níveis de cálcio


Ao mesmo tempo, é preciso ficar atento aos níveis de cálcio no organismo. Responsável pela constituição dos ossos e dentes, o cálcio é fundamental para a manutenção de várias funções orgânicas, como a contração muscular e coagulação do sangue, entre outras. Por isso, quem tira leite e derivados do cardápio deve incluir outros alimentos que sejam  fontes de cálcio, como legumes e verduras (folhas verdes, abobrinha, repolho, brócolis, aipo, mostarda), feijão, ervilhas, salmão, tofu, laranja, amêndoa e sementes de gergelim.