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Sem Lactose

Atenção aos rótulos

Saiba como ler rótulos de verdade e descobrir se um componente dentro de um alimento processado deve ser evitado por quem é intolerante à lactose.

Ler e compreender o que está descrito nos rótulos dos alimentos pode deixar uma pulga atrás da orelha dos intolerantes: “Será que eu posso consumir este produto?” Acredite, essa situação é mais comum do que parece. Com tantos nomes difíceis e não usados no dia a dia por leigos, ler rótulos e decifrar os componentes nos itens processados é uma tarefa complicada. Ácido lático é um derivado do leite? O que é albumina? E caseinato?


Inicialmente, é importante saber que alimentos com a frase “pode conter traços de leite” passaram pela mesma máquina, durante a sua produção, em que outros (alimentos) que contêm lactose também foram processados. Então, dependendo do grau de intolerância, é preciso evitar tais produtos. 


Para facilitar esse processo para você, trouxemos neste post uma lista de ingredientes derivados e não derivados do leite. Para complementar, no final do texto, tem algumas dicas valiosas para não haver mais enganos na hora de fazer as compras.


Ingredientes derivados do leite: Lactoalbumina, Lactoglobulina, Fosfato de lactoalbumina, Lactoferrina, Lactulose, Caseína, Caseína hidrolisada, Caseinato de cálcio, Caseinato de potássio, Caseinato de amônia, Caseinato de magnésio, Caseinato de sódio, Leitelho, Coalhada, Proteína de leite hidrolisada, Lactose. Creme de leite, gordura de leite, nata e manteiga.


Ingredientes não derivados do leite: Lactato de cálcio, Lactato de sódio, Estearoil lactilato de sódio, Estearoil lactilato de cálcio e Cremor de tártaro.


Dicas para entender melhor o que está descrito nos rótulos


1. Invista em uma lupa (sim, uma lupa!) 

Compre uma lupa e leve-a sempre que fizer suas compras. Muitos rótulos são pequenos demais para serem lidos a olho nu. A lupa vai ajudar você a ler os ingredientes com mais facilidade e rapidez.


2. Pode conter 

A legislação vigente obriga o fabricante a informar no rótulo se o produto sofreu uma contaminação cruzada, que é a realidade de 90% dos produtos que temos hoje nas prateleiras de supermercados no Brasil. Muitas empresas apressaram-se em adicionar a informação PODE CONTER como uma forma de se salvaguardarem. Essa expressão significa que “este produto foi fabricado em um maquinário compartilhado com outros produtos que contêm ingredientes alérgenos e nós não sabemos ao certo se nosso produto realmente contém traços de alérgenos ou não". Se você for alérgico, é melhor não ingerir.


3. Ligue para o SAC

Para quem possui uma alergia severa a algum alimento, todo o cuidado é pouco. Além de ler o rótulo do alimento para certificar-se de que não APRESENTA o ingrediente causador da alergia, também é necessário entrar em contato com o SAC do fabricante para confirmar se pode conter traços do ingrediente alérgeno.


4. Atenção ao “sem lactose” 

Esse aviso nem sempre significa sem proteínas do leite e saber disso é fundamental para não se arriscar a consumir ou oferecer um alimento perigoso a outra pessoa. Um exemplo são iogurtes e queijos elaborados com leite animal, que podem não ter lactose, mas certamente não serão livres de proteínas do leite. Se o seu problema é a proteína do leite, o cuidado deve ser redobrado.


5. Jamais deixe de ler os rótulos 

Essa dica é menos óbvia do que parece. Isso porque   não existe uma regulamentação que exija do fabricante uma notificação oficial sobre uma mudança na composição do produto. Logo, mesmo nos produtos que você já está acostumado a comprar, leia os ingredientes da composição e observe, principalmente, se a embalagem estiver diferente. Corre-se o risco de ter sofrido uma alteração que impacte na sua saúde.