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Sem Glúten

Como descobrir a doença celíaca ou IL

Mediante orientação médica adequada, é preciso realizar uma série de exames para confirmar distúrbios alimentares, quer seja intolerância ao glúten quer seja à lactose.

Grande parte da população sofre com problemas relacionados a distúrbios digestivos. A necessidade de restrição ao consumo de alimentos que contenham lactose e/ou glúten é mais comum do que se imagina. Porém, os sintomas podem variar e, portanto, é preciso estar atento aos sinais do corpo e buscar ajuda médica com um gastroenterologista, nutrólogo ou alergista (também chamado de alergologista).


O diagnóstico é feito por meio de exames específicos para investigação de cada patologia. A doença celíaca e a intolerância à lactose (ou IL) são os distúrbios mais recorrentes e se diferem de disfunções semelhantes, como, por exemplo, alergias alimentares simples, como ao amendoim ou aos frutos do mar. Sendo assim, um diagnóstico preciso é fundamental e, nesse post, vamos listar os exames indicados para cada caso.

 


Doença celíaca


doença celíaca é considerada autoimune e, na maioria dos casos, de origem genética. Ela afeta o intestino delgado, causando uma inflamação crônica e prejudicando a absorção de nutrientes. Tem como agente causador o consumo de glúten e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), incide de 0,5% a 1% da população mundial. 


Não existe apenas um exame que apresente resultado positivo ou negativo à doença celíaca. Como os sintomas podem ser variados e semelhantes a outros problemas, muitas vezes a doença não é diagnosticada de pronto. 


A avaliação deve ser feita em duas etapas: primeiro, um exame de sangue, que pode detectar altos níveis de determinados anticorpos que sugerem ao médico que você tem doença celíaca. Se os resultados forem inconclusivos, o profissional da área da saúde pode solicitar testes adicionais, até mesmo uma análise do DNA do paciente para obter um resultado preciso. 


Em um segundo momento, para concluir um diagnóstico mais complexo, torna-se necessário realizar uma biópsia do tecido do intestino delgado. Vale ressaltar que, embora o exame de sangue não confirme sozinho a doença, ele reduz significativamente o número de biópsias desnecessárias, procedimento bem mais invasivo e custoso para o paciente.


Intolerância à lactose


Os intolerantes à lactose possuem uma incapacidade parcial ou completa de digerir o açúcar existente no leite (lactose) e seus derivados. Isso ocorre pela falta ou produção insuficiente da enzima lactase, responsável por digerir a lactose presente nos alimentos. 


É preciso ficar atento: pesquisas indicam que 70% dos brasileiros apresentam algum grau de intolerância à lactose, que pode ser leve, moderada ou grave. Os sintomas se concentram no sistema digestório e melhoram com a interrupção do consumo de lácteos.


Em relação aos exames, além da avaliação clínica, o diagnóstico é feito por meio de três exames específicos: teste de intolerância à lactose, teste de hidrogênio na respiração e teste de acidez nas fezes.


O primeiro é oferecido pelo SUS gratuitamente. O paciente recebe uma dose de lactose em jejum e, após poucas horas, colhe amostras de sangue para medir os níveis de glicose, que permanecem inalterados nos portadores do distúrbio. No teste respiratório, se leva em conta a quantidade de hidrogênio que é expirado após o paciente ingerir uma certa quantia de lactose. E no terceiro exame considera-se o nível de acidez após o paciente consumir produtos lácteos.


Se você ou alguém da sua família tiver alguma suspeita de doença celíaca ou IL (intolerância à  lactose), converse com um médico e inicie a investigação. É possível manter muita qualidade de vida e uma mesa repleta de sabor com qualquer um desses distúrbios.