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Orgânicos

Você conhece as Plantas Alimentícias Não Convencionais

As PANCs, como são chamadas, se desenvolvem de forma espontânea na natureza e são encontradas em jardins, hortas, quintais e até mesmo na rua. Mas atenção, é preciso saber identificar quais são comestíveis e quais podem fazer mal à saúde.

As plantas alimentícias não convencionais - também chamadas de PANCs - se desenvolvem de forma espontânea e são encontradas em jardins, hortas, quintais e até mesmo na rua. Infelizmente muitas espécies de PANCs são tidas como ervas daninhas ou consideradas como “mato” pelos agricultores e pela população em geral. Por falta de conhecimento e costume essas plantas são pouco utilizadas na alimentação.

 

A maior parte delas possui minerais, fibras, antioxidantes e proteínas significativamente maiores quando comparadas às verduras, frutas e legumes que costumamos comer. Em geral, costumam ser orgânicas, já que são nativas e crescem livremente, sem técnicas de manejo e plantio. Algumas PANCs são consideradas exóticas e/ou silvestres, com consumo direto (fruto, folha ou verdura) ou indireto (amido, fécula ou óleo). Pouco difundidas, já que não se encontram em meios convencionais de compra e venda, estão fora das refeições diárias da maior parte das pessoas.

 

Para identificar essas plantas é necessário se informar com fontes seguras sobre o assunto, porque não existe uma regra certa para o reconhecimento das que são comestíveis e das que são tóxicas. O livro Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil é uma boa fonte para consulta e evita confusões no consumo. A obra apresenta 351 espécies e dá 1.053 receitas para se fazer com elas. Contudo, a melhor e mais segura fonte será um especialista em biologia e flora brasileiras.

 

Uma das PANCs mais conhecidas, a ora-pro-nóbis, também conhecida como "carne de pobre", possui elevado teor de proteína. Trepadeira, desenvolve-se em vários tipos de solo e de clima, é de fácil cultivo e tem alto valor nutricional. É rica em vitaminas do complexo B, A e C, fibras e fósforo. Suas folhas são a parte comestível: secas ou frescas, cruas ou cozidas, podem inclusive ser acrescentadas a massas de pães.

 

Abaixo estão as PANCs mais populares e as suas principais características:

 

  • Bertalha: também é trepadeira, possui folhas e caules verdes, carnudos e suculentos, um tanto quanto parecida com o espinafre. É rica em vitaminas A e C, cálcio e ferro. As folhas e os ramos novos devem ser consumidos logo após a colheita, refogados, em omeletes, quiches e tortas. Crua, pode ser ingerida em saladas verdes.

 

  • Serralha: apresenta as vitaminas A, D e E. Desenvolve-se em quase todo o mundo, podendo servir de ingrediente para a preparação de saladas e de pratos com legumes cozidos. Seu sabor é amargo e lembra o do espinafre cru.

 

  • Taioba: outra planta com muitas vitaminas do complexo B, além de A e C, mais minerais como cálcio e fósforo. A abundância de ferro faz com que a sabedoria popular lhe atribua a "cura da anemia". Taioba refogada é muito semelhante à couve refogada. Mas atenção: não a consuma crua devido ao alto teor de cristais de oxalato de cálcio que possui.

 

  • Araruta: seu amido é recomendado para pessoas com restrições ao glúten. É um alimento de fácil digestão indicado para idosos, crianças pequenas e pessoas com fragilidade física ou em recuperação de saúde.