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Orgânicos

Qual a diferença entre o produto orgânico e o agroecológico?

Você sabia que há diferença entre esses dois tipos de alimentos? Conheça em detalhes.

Nós conversamos, no nosso primeiro post sobre alimentos orgânicos, que eles são mais do que produtos sem agrotóxico. Também já listamos uma série de dicas sobre a importância de consumir este tipo de alimento


Hoje, queremos ir além dos alimentos orgânicos e apresentar uma outra categoria de alimentos: os agroecológicos. O que são? Como se diferenciam dos orgânicos? Onde encontramos? Segue o texto que nós vamos explicar todos estes detalhes.


Alimentos orgânicos são regulamentados

Um alimento só pode ser chamado de orgânico se for certificado por "organismo reconhecido oficialmente, segundo critérios estabelecidos em regulamento". É o que estabelece a Lei nº 10.831/2003. A lei traz outros vários aspectos que autorizam a certificação mas, na prática, o que chama mais a atenção na hora que você coloca o orgânico no carrinho -  no lugar do alimento tradicional - é o fato de ele não usar agrotóxicos e fertilizantes químicos sintéticos. Produtos orgânicos são mais saudáveis e não apenas para quem consome, mas também para o agricultor e o meio ambiente.


Mas afinal, o que são os alimentos agroecológicos?

Já os alimentos agroecológicos não tem uma definição única nem uma lei que oriente sua classificação. A agroecologia é uma visão de mundo que vai além da saúde e da alimentação e propõe mudanças inclusive nas questões sociais e culturais. 


Reconhecida como um sistema alternativo de produção, a agroecologia foca na redução (até a eliminação) do uso de agroquímicos. Para isso, os produtores rurais implementam mudanças na forma como lidam com a terra, optando por técnicas que protejam a biodiversidade, como a rotação de culturas, respeito às culturas locais, ausência de agrotóxicos e proteção do solo contra a erosão.


A agroecologia busca trazer novos sentidos para a agricultura e recuperar algumas práticas e valores tradicionais da relação do homem com o campo e a mesa. Apesar dessa visão, a engenheira agrônoma Ana Maria Primavesi, afirma que "a agricultura ecológica não é uma volta ao passado, mas um avanço". Isto porque ela relaciona essa forma de agricultura à uma ciência do futuro, mais holística e sistêmica, diferente da ciência fatorial, que analisa partes isoladas e sintomas. 


Mesmo não tendo uma regulamentação, como os orgânicos, os alimentos de base agroecológica fazem parte do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), que está na versão 2016-2019. O documento aponta a agroecologia como  “uma alternativa viável para a construção de um novo paradigma para a agricultura” que aumenta as condições de acesso a alimentos saudáveis produzidos em sistemas ecologicamente equilibrados.


O Ministério da Saúde disponibiliza online o Guia alimentar para a população brasileira, que traz diversas informações sobre a importância do consumo de alimentos in natura, com destaque para os orgânicos e agroecológicos. Clique aqui e baixe a apostila.