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Consumo consciente

Você já ouviu falar em microplásticos?

Extremamente nocivo ao ambiente, os micro resíduos de plástico - além de compostos apenas nano plásticos - devem ser combatidos urgentemente por todos, pela saúde humana, animal e do planeta.

Frequentemente opta-se pelo uso do plástico na embalagem e na produção de utensílios em geral porque, além do bom custo-benefício de produção, ele é muito versátil. Essa prática entra em conflito com as discussões ambientais, que apontam o impacto negativo do plástico ao meio ambiente, especialmente quando falamos de um agente de poluição quase invisível: o microplástico. Você pode não conhecer, mas ele está por toda a parte, da água potável ao intestino humano e animal. Por isso a conscientização em relação a esse resíduo precisa ser imediata.


Microplásticos são minúsculos pedaços de plástico, com medida inferior a 5mm. Eles foram detectados pela primeira vez em 1970 e logo passaram a ser um fator de preocupação por poluírem cada vez mais os ambientes, especialmente os aquáticos. A origem destes resíduos pode ser primária ou secundária: primária são os pellets, pequenas esferas plásticas usadas na fabricação de diversos produtos e muito comum em cosméticos e itens de higiene pessoal. Já os de origem secundária são formados pela degradação e "quebra" do plástico através da ação da água, das ondas, das chuvas, do sol (influência da temperatura), da radiação UV, do vento e de microrganismos.


Um dos principais danos ambientais do microplástico é a morte de animais marinhos, que ingerem tais resíduos, o que pode levar à asfixia, lesões em órgãos internos ou bloqueio do trato gastrointestinal. Além dos danos físicos, o material pode causar danos tóxicos aos seres vivos, pois absorvem em seu organismo compostos de alta toxicidade, como metais pesados (mercúrio, cádmio, etc), que compõem o microplástico.


Como reduzir o microplástico no ambiente?


Cientistas alertam que a poluição por microplásticos precisa ser reduzida em 96%. Com isso, vem a pergunta: o que fazer para praticamente eliminar a quantidade de microplásticos no meio ambiente? Na Alemanha, por exemplo, cada cidadão é responsável pela produção de 5,4 quilos ao ano. Para a reversão do quadro de poluição do planeta, esse número deve ficar em no máximo 200 gramas por alemão por ano. O exemplo, ainda, é complexo de ser replicado em outros países pois a Alemanha é muito evoluída em suas políticas ambientais e de reciclagem.


A mudança pode ser iniciada por meio de pequenas atitudes e nós listamos cinco maneiras de ajudar você a dar o primeiro passo:

1. Faça trocas conscientes: usar copos de vidro ou um de silicone retrátil no lugar dos copos descartáveis; canudo de inox ao invés dos de plástico; trocar a escova de dentes tradicional por uma de bambu; trocar potes plásticos por potes de vidro. No supermercado, leve sempre suas sacolas reutilizáveis;

2. Separe seu lixo e use a coleta seletiva em sua morada e trabalho. Torne a reciclagem uma prática regular em sua vida;


3. Escolha marcas sustentáveis e consuma produtos de beleza e limpeza em refis. Opte por cosméticos em barras e evite os esfoliantes para o rosto que não sejam feitos com compostos naturais;


4. Em casa, em garrafas pet usadas, coloque todos os microplásticos que tiver ao seu alcance. Por exemplo, papel de bala, papel de bombom, plástico filme, embalagens internas de embalagens maiores (por exemplo, as embalagens dos biscoitos do tipo Maria dentro do pacote). Assim, quando a pet for reciclada, levará consigo centenas de micro plásticos para serem derretidos e reusados;


5. Ao lavar as roupas na máquina, opte pelo modo de lavagem "leve", pois quanto mais intensa for a lavagem e quanto mais antiga for a peça de roupa, maior será a liberação de microfibras dos tecidos sintéticos, muitos deles compostos de tramas plásticas.



Essas são algumas formas simples de começar a evitar que os microplásticos cheguem aos oceanos, lagos e rios. Inclusive, também vale conscientizar seus amigos e familiares sobre a importância de reduzir o consumo de plásticos. Mais do que nunca, está na hora de repensarmos os hábitos de consumo e descarte adequadamente para garantir um futuro mais limpo e sustentável.



FONTES: FunverdeIberdrola Mundo Educação