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Consumo consciente

Higiene e beleza consumidas ecologicamente

A sustentabilidade pode ir da fórmula à embalagem e cabe ao consumidor escolher o que comprar, de quem comprar, de que maneira usar e como descartar.

A tendência ao consumo consciente também se estende aos produtos de higiene e beleza. Marcas e clientes se mostram cada vez mais preocupados em oferecer/fazer escolhas que amenizam possíveis impactos negativos ao meio ambiente. Essa postura social e ecológica surgiu com pequenas empresas que despertaram, por meio de seus produtos, uma compreensão ampla e profunda nos consumidores e acabaram servindo de inspiração para grandes e tradicionais organizações, que começaram a produzir com base em diferentes eixos da sustentabilidade para atentar tal demanda crescente.


Hoje, já é possível encontrar produtos de beleza e higiene pessoal naturais e/ou ecológicos e que trazem maior preocupação não apenas com o bem-estar do usuário, mas também com o meio ambiente. E essa nova consciência presente em dezenas de produtos não se restringe a itens veganos ou orgânicos. A sustentabilidade pode ir da fórmula de baixo impacto ao ambiente até à embalagem reutilizável (ou com refil)  e cabe ao consumidor escolher o que comprar, de quem comprar, de que maneira usar e como descartar. Neste post, trouxemos algumas dicas relevantes:


1. Pense nos hábitos de beleza que fazem parte da sua rotina, como lavar o cabelo, se depilar, se perfumar, se higienizar. Mapeie alternativas de menor impacto ambiental e opte por elas. Por exemplo: comprar uma embalagem grande de xampu propicia economia financeira e gera menos resíduo plástico. 


2. Faça substituições por produtos mais sustentáveis na hora em que os seus regulares acabarem. Essa é sempre uma oportunidade de experimentar novos caminhos e abordagens ecológicas. Você pode tentar uma nova marca de sabonete líquido quando o seu acabar, testando uma fórmula concentrada - que tem menor volume e, por isso, exige menos espaço em transporte rodoviário e evita a emissão de gases poluentes.


3. Quando for às compras, escolha produtos nas maiores versões de embalagens possíveis. Opte por itens que tenham venda posterior em refil. E não se esqueça: de nada adiantam tais atitudes se você não separa seu lixo seco em casa!



Por fim, entenda melhor as expressões técnicas para melhor diferenciar as propostas dos produtos que estão nas gôndolas do supermercado:


Naturais: no Brasil, não existem ainda diretrizes que regulamentem a classificação de cosméticos ou itens de higiene naturais. Entretanto, segundo a Associação de Certificação Instituto Biodinâmico, um cosmético deve utilizar matérias-primas de origem vegetal, inorgânica mineral ou animal (exceto animais vertebrados) para receber o selo de "natural".


Orgânicos: baseados na sustentabilidade, eles utilizam produtos naturais e o seu manuseio e/ou fabricação não prejudica o meio ambiente. Para ser classificado como cosmético orgânico, deve conter pelo menos 95% de matérias-primas orgânicas, ou seja, sem aditivos ou componentes químicos.


Veganos: consistem em cosméticos que não utilizam nenhum tipo de matéria-prima de origem animal, inclusive ovos, leite e mel. A maior parte destes itens aproveita sobretudo o que a natureza oferece, tais como plantas, flores, raízes, entre outros. O petróleo também não pode entrar em nenhuma etapa dos processos de itens veganos.


Cruelty-free: são produtos de higiene e beleza que não foram testados em animais durante seu desenvolvimento, ou seja, nenhum animal sofreu com testes para descobrir se o item é alérgico para humanos, por exemplo. Os produtos cruelty-free não são necessariamente veganos ou orgânicos.


Biodinâmicos: nesses produtos são utilizados métodos alternativos de tratamento aliados aos ativos. Entre eles estão a homeopatia, a fitoterapia e a aromaterapia, o calendário lunar para cultivar a matéria-prima, entre tantos outros.