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Bem-estar

Fique de olho na fadiga pandêmica

Trata-se de um esgotamento sentido de formas diferentes por cada pessoa, mas comumente se manifesta como uma sensação de inquietação, irritação, falta de motivação e dificuldade para se concentrar.

Fadiga pandêmica é só um dos inúmeros nomes que fomos obrigados a aprender nos últimos tempos. Mais de um ano depois dos primeiros casos de coronavírus no Brasil, alguns sentimentos permanecem no cotidiano da maior parte das pessoas, mas agora acrescidos de um verdadeiro "esgotamento''. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a fadiga da pandemia já afeta cerca de 60% da população mundial. A expressão “fadiga pandêmica” representa um tipo de cansaço extremo que as medidas rígidas de saúde impostas por um tempo tão prolongado têm causado nas pessoas. O mal é percebido de formas diferentes por cada ser humano, mas comumente se manifesta através de sintomas como inquietação, irritação, falta de motivação e dificuldade de concentração.


  • O que sente a pessoa com fadiga pandêmica?

A “fadiga pandêmica” é resultado do estresse emocional prolongado que a pandemia impõe a todos. Diante de situações excepcionais o ser humano tem uma resposta adaptativa. Assim, as pessoas rapidamente estão aptas a enfrentar situações desafiantes. Entretanto, a capacidade de manter a resistência depende da quantidade de tempo que se precisa encarar as dificuldades. Trata-se, por fim, de uma exaustão devido ao desgaste prolongado das emoções.


  • Como buscar o bem-estar e evitar o mal?

As pessoas que resistem a fatos geradores de estresse são as que acham uma maneira de superar a frustração e a ansiedade ou que, com a impossibilidade de resolver o problema totalmente, desenvolvem formas de descarregar a tensão ou buscar felicidade mesmo diante de momentos muito difíceis. São os "resilientes". Contudo, nem os mais fortes seguraram a barra durante todo esse tempo que estamos vivendo em uma "situação de exceção". Então, buscar atividades esportivas, culturais, de lazer, relaxamento, desenvolver hobbies e meditar são algumas opções para manter a saúde mental enquanto não se resolvem completamente os problemas da pandemia que angustiam a todos.

 

  • Nas relações familiares, como amenizar a fadiga pandêmica?

Os grupos cooperativos são um importante recurso para enfrentamento de problemas. Esses grupos são aqueles que têm as mesmas aflições e que buscam juntos somar forças para alcançar um mesmo objetivo. Dessa forma, a família é um perfeito grupo cooperativo. A consolidação dos laços familiares é uma das consequências positivas da pandemia. Unida, a família encontra formas de interagir e se divertir junto, de conversar, desabafar, de superar. Amigos íntimos também têm esse papel, pois são a chamada "família escolhida" ou "família do coração". Muitas pessoas que não tinham familiares por perto acabaram por se mudar para a casa de amigos ou então nutriram redes de suporte nas amizades para conseguir superar a pandemia. O prazer de estar em família ou entre amigos, dividir desejos e interesses, compartilhar medos e aflições é uma das melhores maneiras de aliviar as tensões. Nesta época de Covid-19, eis uma importante lição: a família ou os amigos são núcleos que se fortalecem e se curam, com apoio, amor e suporte.