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Bem-estar

8 dicas para combater a obesidade infantil

A pandemia prejudica a saúde infantil, reduzindo a prática regular de atividades físicas e aumentando o consumo de alimentos de baixa qualidade nutricional. Para reverter o quadro de sobrepeso ou obesidade, reunimos dicas importantes.

No passado, criança gordinha era sinônimo de criança saudável. Hoje, a obesidade infantil — tal como a adulta — é um grave problema de saúde pública. E não se trata apenas de um conceito que mudou. É a ciência que evoluiu, os testes que aumentaram e os dados que estão mais precisos. Quase metade (47,6%) das crianças brasileiras de 5 a 9 anos tem  sobrepeso ou obesidade, de acordo com dados do IBGE. Na faixa etária de 10 a 19 anos, um em cada quatro (26,45%) jovens está acima do peso. Alimentação inadequada e sedentarismo são os principais vilões da obesidade infantil. E a pandemia só agrava a situação, pois, em casa, as crianças estão comendo mais do que precisam e se movimentando menos do que deveriam.


Para avaliar se crianças e adolescentes estão acima do peso, os médicos e nutricionistas se baseiam em um gráfico de índice de massa corpórea (IMC), método que divide o peso pela altura ao quadrado. A análise dos resultados, no entanto, é diferente daquela utilizada para adultos. A criança é considerada com sobrepeso quando seu IMC está acima da média de 85%. Já a obesidade é diagnosticada se o resultado ultrapassa 97% da representação.


Consequências da obesidade infantil - A obesidade é considerada uma doença inflamatória de baixa intensidade, multifatorial e tem aumentado significativamente nos últimos anos com algumas comorbidades associadas, tais como hipertensão, resistência à insulina e diabetes, doenças cardiovasculares e câncer. 


De fato, prevenir não é uma tarefa fácil. Em geral, os hábitos são difíceis de serem mudados e muitas crianças e adolescentes abusam de alimentos e bebidas  com excesso de açúcares e gorduras, com muitas calorias e poucos nutrientes. E o pior: raramente consomem frutas, verduras e legumes na quantidade ideal para seu desenvolvimento e crescimento. Como dito anteriormente, a pandemia trouxe desafios, considerando sobretudo a impossibilidade da prática de atividades físicas em grupo ou em praças e parques, em razão do isolamento social recomendado. E criança, todo mundo sabe, tem que gastar energia.


Ou seja, é preciso estar ainda mais atento à obesidade infantil. Por isso, trouxemos algumas dicas do que fazer para manter a saúde das crianças em dia: 


1. Disponibilizar em casa uma maior variedade e quantidade de alimentos ricos em nutrientes, como frutas, legumes e verduras;

2. Dar ênfase a alimentos básicos na dieta, tais como carnes, leite e derivados, cereais integrais (arroz, trigo, milho), leguminosas (feijão, lentilha, grão de bico) e menos farináceos (biscoitos, bolos) e doces (balas, pirulitos);

3. Nas compras, mostrar aos pequenos alimentos novos e assim causar curiosidade e promover maior diversidade de itens, evitando uma alimentação monótona;

4. Evitar lanches fora de hora, sobretudo os com excesso de gorduras ou bebidas muito açucaradas;

5. Evitar doces, bolos e sorvetes no dia a dia e estabelecer que as sobremesas são especiais para os finais de semana, por exemplo; 

6. Evitar o sal e tudo que tiver excesso de sódio;

7. Perceber se a quantidade de alimentos oferecida está em excesso e, em caso afirmativo, reduzir;

8. Melhorar a hidratação da criança, que deve consumir de 30ml a 40ml de água por quilo de peso corporal, ao dia.


Esses são princípios e dicas muito básicas. Para um diagnóstico consistente é fundamental consultar um médico ou nutricionista que orientará sobre a melhor maneira das crianças criarem hábitos saudáveis e cuidarem da sua saúde agora e para o futuro.