Saiba ler os rótulos dos alimentos

Quando você vai ao supermercado, costuma olhar o rótulo dos alimentos? Se sim, o que chama a sua atenção? As calorias? As indicações alergênicas, como a presença de glúten?

Se você não lê a rotulagem, saiba que esse hábito é muito importante para a sua saúde e a das pessoas que são importantes para você, pois nele estão todas as informações a respeito do que estará na sua mesa. 

No Brasil, a regulamentação e fiscalização das embalagens de alimentos é feita pela Anvisa. Os fabricantes precisam cumprir o Regulamento Técnico sobre Rotulagem Nutricional de Alimentos Embalados (RDC 360/03).


O que todo rótulo DEVE ter:

* Normalmente, o elemento obrigatório de maior destaque - e que mais chama a sua atenção - é a tabela de informação nutricional. Ela contém: 

- a porção para uma dieta saudável (de 2 mil calorias): quantidade recomendada de consumo diário, indicada em mililitros ou gramas;

- a medida caseira: simula a porção em referências domésticas de medida, como fatias, colheres, copos, etc;

- as informações de valor energético (calorias), carboidratos; proteínas; gorduras totais, saturadas e trans; fibra alimentar e sódio - por porção e o percentual em relação a dieta saudável; 


* Lista de ingredientes: indica tudo o que foi usado na composição do alimento, em ordem decrescente (o primeiro ingrediente é o que aparece em maior quantidade e o último é o menos presente); 


* Indicação da presença dos principais alimentos alergênicos: trigo, centeio, cevada, aveia, crustáceos, ovos, peixes, amendoim, soja, leites de todas as espécies de mamíferos, amêndoa, avelã, castanha-de-caju, castanha-do-brasil e do-pará, macadâmia, nozes, pecãs, pistache, pinoli e látex natural;


* Nível de processamento: esse item relata por quantas etapas de processamento o alimento passou;


Identificação de origem: informações sobre o fabricante e local onde o produto foi fabricado;


* Data de fabricação e prazo de validade: juntas, essas informações nos mostram se o alimento é seguro para consumo, se está apto e até quando deve ser consumido. Com isso, evita-se a possibilidade de contaminação;


* Conteúdo líquido: quantidade total (real) de produto que está contido na embalagem, seja em mililitros, (quilo) gramas ou unidades;


* Lote: caso haja algum problema com o produto, que demande descarte ou troca, o número de lote é a forma de controle.


Mas, com tanta informação, quais os itens que devemos observar na hora da compra ou da armazenagem?


* veja a quantidade de ingredientes mencionados na lista. Quanto menos itens, mais natural é o alimento - normalmente;


* os rótulos podem trazer, na tabela nutricional, a informação do total de sódio presente no produto. Fique de olho e lembre que a Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda o consumo diário de até 5 gramas ou 2000mg de sódio;


* a indicação de que um produto é “sem lactose” não significa que ele não tenha proteína do leite. Leia a lista de ingredientes e confira se iogurtes LACFREE/sem lactose  realmente não contém enzima lactase, ou seja, contém proteínas do leite.;


* quem é alérgico ou intolerante deve redobrar a atenção durante a leitura da lista de ingredientes. Expressões como “podem conter traços” ou “pode conter” podem indicar que houve contaminação cruzada pelo compartilhamento de utensílios durante a produção ou processamento do alimento.


Entendidas as dicas, a lição que fica é: sempre leia a rotulagem, conheça o que está comendo e como este alimento colabora com o seu bem-estar!